Há uma tendência, da qual participo com afinco, da reclamação da boca pra fora. Reclamação sobre o que não incomoda de fato, sobre o que é tão simples, sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Minha reclamação vai, agora, pra esse tipo de bobagem que nos toma muito tempo e que amargura o que pode ser doce.
Hoje, sábado de tarefas zero, levantei cedo. Acordei sozinho, nenhum amor. Umas crianças gritando na calçada e passarinhos se comunicando com outra dimensão. A água do chá secando no fogo e o sereno invadindo parte da sala. E eu, conectado a mim, percebi a graça de estar comigo. E apenas isto.
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