sábado, 27 de junho de 2026

Resposta

Tua vulnerabilidade aparente caiu em meu colo
vestida de ataque, mostrando os dentes depois do baque
de não saber como controlar o que a ti é ingovernável.

Eu, do alto do espanto,
questionei o que fiz de tanto,
e uma epifania revelou o porquê.
O porquê do teu mal dizer,
o porquê do banal sofrer.

No entanto, 
em nenhum de teus motivos me encontro,
se faz vazio teu calado pranto,
se faz urgente teu reconhecer.







sexta-feira, 12 de junho de 2026

Rafael

Você voou para além do que devia, Rafa. 
Não tá mais aqui para fazer com que fiquemos nas pontas dos pés, 
esticando-nos ao máximo, ao tentar alcançar tuas aspirações,
teus balões, teus pulmões e flutuantes corações.

Queria te contar que há pouco ouvi tua voz.
Loucura ou vontade de abraçar, o importante é que sorri.
Pois não há nada de mal que possa ter acontecido entre nós
que supere esse sentimento robusto aqui.

E assim como quando ainda presente, espero te reencontrar 
em qualquer direção a qual o vento apontar. E lembrar
que tuas vestes e teus pelos, teus cheiros e desapegos, 
gagueira fofa e eloquência frenética, tudo somado, 
me faziam te amar.