Quando nada preenche é preciso parar e olhar o vazio.
Olhar o buraco, a falta, a lacuna, a fresta, a fenda.
Até o momento em que a redução ou o cessar do rio
de tudo aquilo que desaguara ali te surpreenda.
Se chocar com o odor pútrido da volatilidade ardente:
açúcar e sódio, luxúria e gula. Drogas. Muita gente.
E ao deixar o entorpecimento de si, corpo doente.
Com desalento: o quarto em chamas, tarefas ao vento.
Com recidivas: nada fica. Nada para aqui dentro.