Te encontro nas palavras.
Aquelas que fiquei sem
quando tu partiu.
Será que ainda acho
a mesma eloquência
de cabelos cacheados
por aí?
Hoje olhei teus óculos,
teus livros,
teus amores.
E sorri.
Que bom que fui amigo de ti.
Que bom que te esbarrei,
que te abracei,
te gargalhei.
Que bom que, juntos,
sufocamos vocábulos
ao nosso bel prazer.
E que prazer.
Me despeço sem me despedir
porque tu partes sem de fato partir.
Tu fica no que digo,
no que comunico,
no que gesticulo.
E te agradeço
por esse pedaço de vida sóbria
que tu inebriou
e que eu engulo.
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