E por detrás da porta do ego
um quarto vazio nos espera.
Sem cama e sem janela
onde se possa repousar.
Sob a rudez de tamanha couraça,
a carne trêmula, os nervos duros,
suplicando afago em meio à praça.
E que duro,
sobre o muro do orgulho,
ter que olhar pra além do centro,
pra além da farsa.
Entender parte do cerne
de todo infortúnio,
de toda desgraça.