Monto a vida pra poder quebrar de novo.
Refaço meu mosaico, teço meus fios de ouro.
E nada me impede de arremessar o jarro ao chão.
De novo.
Jarro onde por vezes jasmim,
retumba em estilhaços,
do chão cru toma abraço
em cacos miúdos de mim.
Assim:
cresço, floresço, resplandeço.
Murcho, desmorono, enlouqueço.
Em armadilhas do eu,
em dias de grande estorvo,
mais uma vez me sublinho:
quebro a vida
pra poder montar de novo.