segunda-feira, 7 de julho de 2025

Muros

E por detrás da porta do ego
um quarto vazio nos espera.
Sem cama e sem janela
onde se possa repousar.

Sob a rudez de tamanha couraça, 
a carne trêmula, os nervos duros,
suplicando afago em meio à praça.

E que duro,
sobre o muro do orgulho, 
ter que olhar pra além do centro,
pra além da farsa.

Entender parte do cerne
de todo infortúnio,
de toda desgraça.




 

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